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Edição 206

Editorial

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Data de Publicação: 2 de setembro de 2009
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Nesta edição tem início a captura de dois instigantes assuntos, a leitura do corpo, abordado pelo professor e escritor Ivan Pessoa e a prosa francesa, cuja leitura cabe ao professor e escritor Antonio Aílton.

O enfoque de Ivan Pessoa se deterá sobre o livro A edição do corpo: tecnologia, artes e moda,obra editada em São Paulo, pela Estação das Letras Editora, em 2007, da autoria da professora e escritora Nízia Villaça e Que corpo é esse?, editada no Rio de Janeiro pela MAUAD Consultoria e Planejamento Editorial Ltda, em 1999.

Ao comentar sobre a obra A edição do corpo: tecnologia, artes e moda, a antropóloga e professora da UFRJ, Mirian Goldenberg dá o seguinte depoimento:

“O corpo contemporâneo se tornou um objeto privilegiado de reflexão em diferentes áreas de conhecimento: psicanálise, filosofia, história, antropologia, sociologia, comunicação, áreas com as quais a autora dialoga intensamente em seus ensaios. Mas é no cinema, na literatura, nas artes plásticas, na dança, no teatro, na moda e no luxo que Nízia encontra as ideias que provocam o leitor.” Esse gancho impõe às edições Guesa Errante um olhar atento sobre assunto tão emergente, atual, enfocado de um ponto de vista pioneiro pela escritora e professora Nízia Villaça, principalmente quando discute a engenharia e as engrenagens do corpo como algo que vai além do simples aspecto científico ou biológico, sim o corpo como vertente psicológica do ser, não como complementação, senão como extensão do espírito, como parte do eu bio-psíquico, como leito de percepções sensoriais e intuições, hospedeiro a que a alma se liga com tal entrelaçamento, que na morte física é doloroso o desentranhar-se. O professor e escritor Ivan Pessoa, sem dúvida, mergulhará no cerne da questão com a lucidez pertinente a obra tão desafiadora, ousada e desbravadora.

Quanto às abordagens que o professor e escritor Antonio Aílton faz sobre a prosa francesa, enfatize-se que preenchem as propostas e fins do projeto Guesa Errante que é o de trazer à tona os textos literários, independente de nacionalidade, que estejam de fato comprometidos com o melhor da criação literária. Nesse sentido, a viagem que Aílton faz pela prosa francesa é de alto calibre para as novas gerações de leitores e escritores maranhenses e brasileiros, quiçá para qualquer nível de leitores e escritores. A abordagem crítica criteriosa que ele assume fazer sobre escritores com Chateaubriand, Balzac, Stendhal, Flaubert e Zola já dá a pista para o que virá em seguida, o que aponta para a certeza de um texto cada vez mais de acordo com os novos caminhos a que a literatura mais consequente se atém, quando busca cada vez mais se desvencilhar do sarcófago e do formol da forma, conforme ele cita em epígrafe de Flaubert.
Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante
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