Data de Publicação: 5 de agosto de 2009
Relembrar o simpático e cativante escritor francês de ascendência maranhense Maurice Druon, bisneto de Odorico Mendes, quando de sua passagem por São Luís, é remergulhar na leitura do romance-poema infanto-juvenil O menino do dedo verde, a obra mais popular do romancista e que gera ainda em nosso espírito o mesmo interesse de décadas atrás. Principalmente porque a leitura desse belíssimo texto, que impõe otimismo ao ser humano, cruza com outra obra não menos simpática e de número de edições no Brasil não menor do que as do precedente, O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Ambas têm como protagonistas meninos, cujos dons especiais, comovem, emocionam e criam, de imediato, impactante empatia com crianças de todas as idades.
Quem conheceu o homem Maurice Druon pôde perceber em seu aspecto fisionômico, o que também ele passou para sua obra literária, um estilo entre Maurice Chevalier e Charles Chaplin: um rosto iluminado de cidadão do mundo. Quem faz um estudo detalhado sobre a vida e a obra de Maurice Druon é a professora e escritora Dinacy Corrêa, assinando o ensaio Um francês com raízes maranhenses: – Maurice Druon – Os Reis Malditos e O Menino do Dedo Verde.
Outro texto que agrega conteúdo a esta edição Guesa Errante é o ensaio Poetas de Hoje: Hagamenon de Jesus, uma leitura que o professor e escritor José Neres empreende nos meandros da obra The Problem e/ou os poemas da transição, do poeta supra-dito, cujo trabalho teórico poético o aponta como cabeça de geração dos anos de 1990.
A escritora Leila Miccolís, mestra em Teoria Literária pela UFRJ, faz um conciso, porém de conteúdo instigante, estudo sobre a poética da obra RAPAZ do poeta Mariano Cassas, sob o título RAPAZ, obra rara com gosto de semente e sêmen. Sem dúvida, ela oferece ao público uma leitura esclarecedora sobre a poesia de cunho homossexual.
- Próximo texto:
- Edição 204 Um francês com raízes maranhenses: Maurice Druon – Os Reis Malditos e O Menino do Dedo Verde
- Texto Anterior:
- Edição 205 'Nunca vou sair desse mundo, vivo'
- Índice da edição - Ano VII