Data de Publicação: 22 de julho de 2009
Cotejando-se a obra A Carne, a morte e o diabo na literatura romântica, de Mario Praz, tradução de Philadelpho Menezes, UNICAMP, 1996, lê-se à página 45 uma boa tirada de Flaubert sobra poesia:
antigamente se acreditava que somente a cana-de-açúcar dava açúcar, hoje tira-se açúcar de quase tudo. É a mesma coisa com a poesia, extraída não importa de que coisa, porque ela está em tudo e por toda parte.
Não se sabe bem qual o propósito de Flaubert, mas o que ele disse talvez se referisse ao poema, só que é uma verdade absoluta em relação à poesia, que é fruto de criação.
Novalis é mais feliz em sua antecipadora visão da modernidade:
É estranho que a associação entre volúpia, religião e crueldade não tenha há muito chamado a atenção dos homens sobre seu íntimo parentesco e sua tendência comum.
Em texto sob o título A estética do romantismo alemão, o professor e escritor Ivan Pessoa faz uma leitura dos trâmites de uma fase da literatura que deixou marcas profundas no exercício textual que sucedeu à escritura de fins do século XVIII aos dias atuais, principalmente se for levado em consideração que o Romantismo constituiu um movimento, cujos tentáculos se cravaram profundamente no Decadentismo, no Simbolismo e no Modernismo.
Sergio Brandão assina o texto A Pós-Nouvelle Vague: como os ludovicenses amam o cinema francês.
O editor deste Suplemento assina texto sobre o livro de poemas Rapaz, de Mariano Cassas, obra que será lançada no dia 4 de agosto.
Com coragem e dignidade, Mariano Cassas como que conta nos poemas suas memórias, como alguém que, pela sua condição de gênero, tenha passado pelo cárcere, mas ao final se libertado, com a alegria de quem na catarse pode dar uma banana para a moralidade, assumindo-se em plenitude e correndo o risco de salvar-se da falsa verdade e da farsa.
Os poemas de Mariano Cassas serão assunto da próxima edição Guesa Errante.
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