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Edição 177

Um professor apaixonado pelas letras

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Data de Publicação: 21 de maio de 2008
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JOSÉ DE RIBAMAR FIQUENE

Carlos Andrade*

José de Ribamar Fiquene é uma dessas pessoas que não se contenta em vestir uma única camisa e nem de atuar em uma única frente. Magistrado por formação, professor por vocação e político por profissão, já ocupou todas as páginas da vida pública no Estado. Nascido na cidade de Itapecuru-Mirim, no dia 27 de dezembro de 1930 é filho de Wady e Delahê Corrêa Fiquene.

A cidade de nascimento o viu muito pouco. Ele fincou ferro foi no município de Imperatriz, terra natal adotiva e adotada por boa parte da sua vida. Porém, foi em São Luís que aprendeu as primeiras letras. Começou no Colégio Maranhense, fez segundo grau no Colégio São Luís e se formou advogado pela prestigiada Faculdade de Direito de São Luís, uma das instituições de ensino superior de onde se originou a Universidade Federal do Maranhão.

José de Ribamar Fiquene é, por excelência, um estudioso apaixonado pela Língua Portuguesa. Quem estudou no Centro Caixeiral, Escola Técnica do Comércio de São Luis, Presidente Dutra e Imperatriz, ou ainda nas Escolas Normal naqueles municípios deve lembrar do professor de português eloqüente, incisivo, técnico e, principalmente, livre nas construções gramaticais e nos adjetivos. Liberdade essa que lhe empurrou cedo para a poesia, para a literatura e para a música. Mas é bom não esquecer: a política é sua arte de ofício e o Direito sua graduação universitária, por isso as duas frentes sempre estiveram unidas na sua trajetória de vida.

Como homem das leis foi advogado, Promotor de Justiça e Juiz de Direito. Como homem público, foi reitor da Universidade Estadual do Maranhão, quando esta ainda se chamava Escolas Superiores do Maranhão e Diretor Superintendente da Legião Brasileira de Assistência, conhecida nacionalmente pela sigla LBA.

Como político, começou prefeito na cidade de Imperatriz, vice-governador na administração de Edson Lobão e Governador. Hoje é Senador Suplente, já tendo assumido diversas vezes, sempre com destacada atuação no plenário, onde seus discursos causam grande impacto pela riqueza de conteúdo e pela beleza contida em cada expressão do melhor português. É um agricultor das letras. Por onde andou, em sua trajetória de magistrado, foi deixando sementes. Todas elas, sem exceção, germinaram e hoje reapresentam celeiros de jovens talentos que fazem da educação suas bandeiras de liberdades, de horizontes e de futuro.

Fiquene fundou escolas em Presidente Dutra, Imperatriz, Tumtum, Dom Pedro e São Luís. A Faculdade Atenas Maranhense, FAMA, sua última semeadura, é hoje, na capital maranhense, uma menina dos olhos deste professor por excelência que acredita firmemente que Educar é prevenir o futuro.

Lembram do Mobral? É dele, de José Ribamar Fiquene, a iniciativa de acreditar e implantar esta ferramenta de ler e escrever em Imperatriz. “Saber ler é saber voar”, costuma dizer em seus discursos de amor à educação. Sua dedicação às letras e à cultura já lhe renderam três títulos de cidadania: Imperatrizense, Açailandense e Presidutrense.

Sé é de Bandeira Tribuzi a letra e a música do Hino de São Luís, é dele, de Fiquene, a autoria da letra e música de Imperatriz, a segunda cidade mais importante do Estado do Maranhão.

Entre seus livros, Crônicas e Poesias Dispersas, O Alvorecer, Luzes do Amanhã e Contemplação. Sua contribuição pelas letras e pela cultura vai bem além da produção poética. É, também, um construtor de cenários. Dois exemplos: é membro fundador das Academias Literária – onde exerce ainda a função de presidente – e Letras, ambas no município de Imperatriz.

* Jornalista
Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante
Email: info@guesaerrante.com.br