Data de Publicação: 23 de abril de 2008
A beleza é um processo dinâmico de eternidade. E o que não é beleza é simplesmente bonito, apenas colírio aos olhos, portanto descartável, para não dizer beleza equivocada. Em outras palavras, o bonito é o padrão, o estereótipo globalizado. A maioria impõe, por comodismo, um ícone à cabeça, que elege, por desvio, uma coisa por outra. Essa troca pode acabar por confundir cabeça com bunda. Conseqüentemente, nádegas podem passar a serem vistas como sede e símbolo de sabedoria e assumirem o papel de cabeça. Quem impõe esse desvio conotativo é a própria mídia. De tal modo o conceito deturpado de beleza fez com que a inteligência no corpo mudasse de lugar, que nos dias atuais a bunda passou a ser considerada pelo público como a verdadeira cabeça da mulher, na televisão e nas revistas especializadas em nus. E não será motivo de estranhamento se, em pouco tempo , a merda passe à categoria de neurônio.
Estas considerações são emitidas para que se possa perceber até onde os meios de comunicação de massa podem perverter criminosamente o critério pessoal de escolha, alienado no padrão geral, criado pela mídia, a única reserva que o ser humano ainda teria para existir como ser que distingue sensorialmente uma bunda de uma cabeça.
Acredita-se hoje que, em plena era da internet, no trânsito e tráfego de e-mails, sites de relacionamento, como orkut, no que se possa pensar sobre o que seja poesia, corra-se o risco de chegar ao mesmo diapasão. Os meios de comunicação de massa e os avanços tecnológicos, que os envolvem, são um dado inconteste de que Deus operou maravilhas quando disse que criou o homem e a mulher a sua imagem e semelhança. A criatura, sem dúvida, individualmente, tem seguido os passos do Criador, do ponto de vista de uma minoria que cria com autenticidade. Trata-se de exceções que se impõem como regra.
Felizmente a poesia maranhense contemporânea está salva do desvio, pelo menos a que o ensaísta e poeta Ricardo Leão apresenta ao público, quando assina o texto Entre carrancas e monstros, com o subtítulo A jovem poesia e literatura maranhenses.
Lendo-se os poemas dos poetas maranhenses que vêm do eixo geracional dos anos noventa, percebe-se que eles, silenciosamente, estão construindo uma ponte que os entrelaça com uma poética que sói ser autêntica.
O jornalista e escritor Manuel Santos Neto assina um texto que se propõe oferecer ao público um retrato de uma das instituições culturais do Maranhão, no âmbito da cultura popular, a Casa das Minas que, criada em 1830, sobrevive como marco de uma tradição oral e também escrita, graças aos trabalhos de Nunes Pereira, Sérgio Ferreti e César Teixeira, dentre poucos outros.
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