Data de Publicação: 19 de setembro de 2007

Phelipe Andrès em Brasília recebendo prêmio entre o presidente Lula, esposa e o ministro Gilberto Gil da Cultura
Mineiro de Juiz de Fora, pai de dois filhos Luiz Francisco (27 anos) e Christiana (12 anos), Luiz Phelipe Andrès desde 1977 adotou São Luís do Maranhão para viver e cuja história tem ajudado a preservar. Até os 19, viveu em Minas, onde concluiu o secundário e tirou o brevet de piloto de aviões, pela escola do Aeroclube do Brasil. Em seguida, foi morar no Rio de Janeiro, abandonou a carreira de aviação, foi estudar engenharia civil na UFRJ. E, ao mesmo tempo, Artes Plásticas com Ivan Serpa, no Centro de Pesquisa de Arte.
Ilustrador de livros de ciências para a Companhia Editora Nacional, em 1977 trocava o Rio pelo Maranhão, porto definitivo e lugar onde finalmente encontrou seu destino profissional.
Assim que chegou ao Maranhão, iniciou as pesquisas de campo sobre as embarcações locais. Aí foram-se encadeando as pesquisas para edição do livro Monumentos Históricos do Maranhão (1979), o primeiro inventário dos principais monumentos arquitetônicos e da arte sacra de São Luís, Alcântara e Rosário.
Na seqüência, ainda em 1979, integrou o Grupo de Trabalho para a criação do Plano de Recuperação do Centro Histórico de São Luís e, posteriormente, a coordenação do Programa de Preservação que nasceu como “Projeto Praia Grande”, depois “Projeto Reviver”, e finalmente “Prodetur”, mas que tinha um único fio condutor, o “Programa de Preservação e Revitalização do Centro Histórico de São Luís.
Em 1986, aprovou, na Finep, o projeto “Embarcações do Maranhão” e liderou uma equipe de 22 profissionais que por dois anos viajou por todo o litoral maranhense bem como pelas margens de rios e lagos navegáveis para realizar o primeiro levantamento das técnicas tradicionais populares de construção de embarcações artesanais do país. Em 1989 tornou-se membro do Conselho Estadual de Cultura do Maranhão.
Entre 1990 (quando fez estágio no Centre d´Etudes Superièures d´Histoire et Conservation des Monuments Anciens, em Paris) e 1992, foi Coordenador do Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão. No ano seguinte e até dezembro de 1994 Secretário de Estado da Cultura.. De 1995 a 2004 foi Coordenador geral da Unidade Executora do Prodetur que realizou as obras de infra-estrutura do centro histórico no trecho que vai desde a Avenida Pedro II até o Portinho do Desterro e promoveu a recuperação de dezenas de sobrados antes arruinados e que foram transformados em escolas, centros culturais e habitações.
Em 1996, estava à frente da equipe que produziu o relatório técnico São Luís - Patrimônio Mundial para apresentação do dossiê à Unesco, e recebia do Ministério da Cultura-IPHAN, o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, na categoria Inventário de Acervos e Pesquisas, por “Embarcações do Maranhão”.
Em 6 de dezembro de 1997, o dossiê sobre São Luís foi aprovado, em plenário, na reunião do Comitê do Patrimônio Mundial e o Centro Histórico de São Luís, e foi inscrito na lista dos Bens Culturais Patrimônio da Humanidade. De 1997 a 2005 envidou esforços para a implementação do Projeto Estaleiro-Escola no Sítio Tamancão, forma efetiva de valorizar a profissão e dar aos velhos mestres a oportunidade de transmissão de seus conhecimentos às futuras gerações, em condições dignas de trabalho.
Autor de vários livros, artigos e trabalhos publicados sobre o patrimônio cultural maranhense, Luiz Phelipe foi agraciado com o Diploma de Honra ao Mérito pelos relevantes serviços prestados ao Maranhão no Setor de Preservação do Patrimônio Cultural, concedido em 8 de setembro de 1989, pela Fundação Instituto Bandeira Tribuzi.
Recebeu o Grau de oficial da Ordem dos Timbiras, outorgado pelo Governador do Estado do Maranhão e Grão-Mestre da mesma Ordem em 03 de março de 1990; o Título de Cidadão Maranhense concedido pela Assembléia Legislativa do Maranhão, em janeiro de 1989, pelos relevantes serviços prestados à Cultura; Medalha La Ravardière, outorgada pelo Prefeito da cidade de São Luís, em 8 de setembro de 1992. Por fim, Luiz Phelipe foi admitido na Ordem do Mérito Cultura, na classe de comendador, em novembro de 2006, pelas relevantes contribuições à cultura brasileira, tendo recebido seu diploma das mãos do Presidente Lula e do ministro da Cultura, Gilberto Gil, e ao lado de Dona Tetê do Cacuriá, que também foi contemplada na ocasião.
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