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Edição 161

Tudo começou com o projeto “Embarcações do Maranhão”

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Data de Publicação: 19 de setembro de 2007
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O Estaleiro-Escola nasceu de um projeto de pesquisa, intitulado “Embarcações do Maranhão”, coordenado nos anos 80 por Luiz Phelipe Andrés, com o intuito de registrar as técnicas populares tradicionais de construção naval artesanal do Maranhão. Essa pesquisa conquistou, em 1996, o Prêmio Rodrigo de Melo Franco de Andrade, oferecido pelo Ministério da Cultura, Minc, na categoria de Inventário de Acervos e Pesquisas.

Já no ano de 1998, através de convênio com o Minc e sob a chancela da Unesco, foi publicado um livro sobre o assunto com tiragem de cinco mil exemplares. Esta obra contém um resumo das informações, como primeira publicação, que tem como objetivo difundir e valorizar a arte da construção naval artesanal.

O projeto do Estaleiro-Escola acabou se tornando uma decorrência imediata da pesquisa “Embarcações do Maranhão”, pois uma das principais reivindicações dos operários navais da área do Portinho, na ocasião, se referia à falta de um local abrigado para a realização de seu ofício.

Fotos:GILSON TEIXEIRA
Phelipe Andrès no pavilhão de exposição do Estaleiro-Escola

Em frente a CVT, o editor, Maria de Fátima Teófilo Durans, Phelipe Andrès e professor Othon Bastos

“Trabalhando sobre a lama e sob sol ou chuva, sujeitos a toda sorte de inseguranças, sem instalações sanitárias, depósito de madeira, ou local para guardar suas ferramentas, o fato é que, muitas vezes, os velhos mestres terminam seus dias na pobreza. Esta situação de verdadeiro abandono é desestimulante para a nova geração, já que ninguém pretende abraçar uma profissão que se apresenta sem perspectivas”, afirma Luiz Phelipe Andrès.

Ele acrescenta que, com a falta de aprendizes e com a auto-estima dos velhos mestres carpinteiros muito baixa, a pesquisa constatou que a profissão corria o risco de não se perpetuar no tempo. Portanto, a criação de um estaleiro-escola como um centro de treinamento em atividades de construção naval foi a proposta que surgiu como alternativa para a preservação das técnicas, através da valorização do mestre artesão que passaria a contar com local e remuneração adequados para a transmissão de seus conhecimentos. “Além disto”, salienta Luiz Phelipe, “esta seria uma maneira de estimular o jovem a se interessar pelo ofício. Assim é que o Governo do Estado, primeiro através do projeto “Embarcações do Maranhão” e, agora, com o “Estaleiro-Escola”, vem realizando uma iniciativa séria e consistente no sentido de resgatar a dignidade desta profissão e dar-lhe o lugar de respeito que merece no contexto da sociedade”.

Fotos do Estaleiro-Escola do Centro Vocacional Tecnológico




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