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Edição 161

Editorial

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Data de Publicação: 19 de setembro de 2007
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A maior parte da área geográfica do Maranhão é litorânea, ou seja, área costeira. Daí o fato de o Maranhão ter o privilégio de ser um estado, cujo perfil se desenha circularmente pelo Oceano Atlântico. E toda a sua vasta extensão marítima é emoldurada por praias, ilhas e arquipélagos, destacando-se os Arquipélagos de Maiaú, entre os municípios de Cururupu e Guimarães e o do Farol de Sant’Ana, entre Humberto de Campos e Primeira Cruz.

Ressalte-se que cada arquipélago se constitui de mais de duas dezenas de ilhas, e cada ilha tem em sua orla pelo menos uma praia e o Oceano Atlântico. Isto sem falar num sem-número de rios navegáveis que permeiam a Costa e a Baixada Maranhense.

Falar sobre São Luís, por exemplo, implica necessariamente dizer-se que é uma das ilhas mais belas do mundo, levando-se em consideração o patrimônio natural de mar e praias que a circundam, além de possuir um dos portos mais viáveis do mundo, o Porto do Itaqui.

O Parque Nacional dos Lençóis, imenso deserto marítimo, encravado entre os municípios de Barreirinhas, Santo Amaro, Primeira Cruz e Humberto de Campos, é uma jóia exclusiva do Maranhão.

No Maranhão, centenas de ilhas, cidades e municípios são banhados pelo mar. Por esse viés, pode-se dizer que o maranhense, pelas próprias condições geográficas em que vive, é um ser humano vocacionado para a pesca. E, como não há pesca sem embarcações, é preciso ressaltar que o Maranhão também é um celeiro de construtores de embarcações tanto para a pesca, bem como para o transporte marítimo e fluvial.

A pesca ainda é, talvez, a profissão responsável pela maior arrecadação de dinheiro para os cofres públicos do Estado do Maranhão. Nesse sentido, os artesãos da construção de cascos, canoas, igarités, bianas, escunas, costeiras, botes e lanchas sempre foram os anônimos artersãos que, durante décadas sucessivas, estiveram nos bastidores da história da pesca, dos transportes marítimos e fluviais do Maranhão.

Vale, portanto, destacar o trabalho que o professor Luiz Phelipe Andrès vem desenvolvendo desde a década de oitenta, no sentido de resgatar a vida e a obra dos mestres da construção naval aos mais obscuros marceneiros, carpinteiros e calafates que, no Maranhão, deixaram seu anônimo autógrafo na arte artesanal da construção de embarcações de madeira.

Quem conta essa saga de Phelipe Andrès é o jornalista e escritor Manoel Santos Neto, que situa o maranhense no contexto do Centro Vocacional Tecnológico (CVT) Estaleiro-Escola, construído no antigo Sítio Tamancão, às margens do Bacanga.

O professor e escritor, poeta Antonio Aílton, que já era colaborador eventual do Guesa Errante, torna-se agora um dos integrantes dos que assinam as páginas do Suplemento. Nesta edição, ele se inicia na análise de cinema, quando faz um estudo inter-semiótico, literatura versus cinema, tendo por base o filme Crime Delicado, de Beto Brant.
Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante
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