Data de Publicação: 9 de agosto de 2007
A resposta para a pergunta: por que Whitman e Nietzsche?, será sensatamente esta: por que são escritores sobre os quais se deve chamar a atenção, no sentido de que se possa discutir, nas escolas de Segundo Grau e de Ensino Superior e com os que assinam os rumos da literatura mais emergente, as verdadeiras raízes e vertentes da poesia contemporânea. São, portanto, sugestões de leitura, para que se possa entender melhor textos poéticos de escritores maranhenses como Raimundo Nonato Fontenele, Laura Amélia Damous Duailibe, Hagamenon de Jesus, Antonio Aílton, Bioque Mesito e tantos outros poetas que têm identidade com textos que lêem as questões existenciais por ângulos completamente diferentes dos estabelecidos pela tradição dos cânones academicamente aceitos como imutáveis.
As obras de Whitman e Nietzsche se inserem, inequivocamente, entre as obras-mestras fundadoras e pioneiras dos rumos da poesia contemporânea no contexto universal.
Opiniões dos escritores Jorge Luis Borges e Harold Bloom , apresentadas nesta edição, dão a dimensão da importância do que foi expresso nas edições Guesa Errante de números 156 e 157, sobre o poeta paulista Roberto Piva e sobre o autor de Folhas de Relva, o poeta norte-americano Walt Whitman.
Suspeita-se que Nietzsche é, sem dúvida, o filósofo-poeta que mais influência exerceu e exerce sobre a literatura que se vem construindo no panorama internacional, do final do século XIX aos dias atuais. Obras seminais como A Gaia Ciência, Além do Bem e do Mal, Assim falava Zaratustra, Humano demasiadamente humano e Os Ditirambos de Dionísio, dos quais foram selecionados três poemas para esta edição, dão a tônica da importância da obra desse incomparável filósofo, poeta, psicólogo e psicanalista.para todos quantos aspiram a não perder o trem da história das poesia contemporânea.
Note-se que não há a mínima intenção aqui, em espaço tão exíguo, de ter-se a veleidade de fundar qualquer teoria a respeito do assunto abordado, já que se tem a consciência da dimensão de questão tão polêmica, e que requer, sem dúvida, estudo muito mais aprofundado e desdobramento em livro.
A perda de dois monstros sagrados do cinema internacional, recentemente, Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni deixa a todos aqueles que são apaixonados pela sétima arte, mormente pelo cinema de arte, bastane entristecidos.
Para avaliar a dimensão da obra cinematográfica desses dois gênios, o cinéfilo Vicente F. Júnior desdobra o assunto. Apresenta nesta edição, portanto, um estudo sobre a vida e a obra de Ingmar Bergman.
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