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Edição 166

Editorial

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Data de Publicação: 5 de dezembro de 2007
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A 1ª Feira do Livro de São Luís – FELIS – foi pontuada por inúmeros eventos marcantes.

Em nove dias consecutivos de programação cultural, pôde-se presenciar, na praça Maria Aragão, entre lançamentos de livros, palestras, oficinas, exibições de filmes, recitais e a comercialização de livros, envolvendo mais de 50 editores e livreiros, uma festa de saberes jamais vista em São Luís.

Entre os momentos marcantes, que incluíram a FELIS numa das referências nacionais no gênero, destaquem-se os lançamentos e relançamentos de livros de escritores, que aconteceram na Casa do Escritor Maranhense, e as palestras proferidas por escritores convidados, no auditório Josué Montello.

Uma das revelações da Feira aponta para o escritor Dias Miranda, uma das vozes mais expressivas do romance maranhense contemporâneo, na opinião do professor, poeta e crítico literário Antonio Aílton, para quem a obra Terra Viva o distingue entre aqueles que poderão dar curso ao trabalho romanesco da tradição de Aluísio Azevedo e Josué Montello.

A abertura do Salão do Escritor coube ao poeta amazonense Thiago de Mello que, com sua experiência, verve e empatia com o público, conseguiu fazer uma leitura nova da Literatura Maranhense, dando ênfase às obras de Gonçalves Dias, Sousândrade, Ferreira Gullar, Nauro Machado e Luís Augusto Cassas, conforme a opinião do jornalista e escritor Manoel Santos Neto, que assina nesta edição uma entrevista com o autor da obra De uma vez por todas.

Thiago de Mello é, sem dúvida, uma das vozes mais expressivas da poesia brasileira, naquela parte em que se privilegia a obra poética revolucionária, tomando por base o binômio literatura e vida.

À maneira de Pablo Neruda, no Chile, Thiago de Mello empreendeu celebrar, no Brasil, um texto que elenca a poesia social, de cunho revolucionário, em primeiro plano, ao que se soma um lirismo de fina sensibilidade e brasilidade.

O momento de Thiago de Mello, no Salão do Escritor, deu a oportunidade para que os maranhenses tomassem conhecimento das experiências de um escritor que, aos 81 anos, deu a volta ao mundo com sua obra, dando testemunho de que o depoimento do escritor se torna mais importante quando a sua obra literária é um reflexo de sua vida, que uma é extensão da outra, formando o todo uma autobiografia completa.
Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante
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