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Edição 167

Lançamentos e relançamentos de livros na Felis

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Data de Publicação: 20 de dezembro de 2007
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Durante a 1ª Feira de Livros de São Luís – FELIS, aproximadamente 50 livros foram lançados e relançados, na Casa do Escritor Maranhense. Foram eles:

• Só por uma Estação: Uma viagem no Brasil, de Antonio Noberto;

• Fortes Laços, de Antonio Augusto Brandão;

• Car cetait l’heure dês rêves vivants, 7 contes inédits, dos autores Charles Simões, Eva Maria Nunes Chatell, Fernanda Costa, Maria Elza Bello, Mayalu Félix, Rossana Ingrid e Terezinha Rocha Braga;

• Terra Viva, de Dias Miranda;

• Poiesis, de Rita de Cássia Oliveira;

• Urbanidade do Sobrado, de Francisco Fuzetti de Viveiros Filho (Chico Maranhão);

• A reinvenção do Judiciário, de João Batista Ericeira;

• Os melhores poemas de “Nauro Machado”, de Nauro Machado;

• Sal e Sol, de Arlete Nogueira da Cruz;

• Literatura na Formação de Leitores e Professores, de Joseane Maia;

• Oceano, de José Luís Carvalho Santos;

• O caçador de jacarés, de José Ribamar da Fonseca;

• Algodão: Ouro Branco (tempo espaço), de Antonio Guimarães de Oliveira;

• Memória do Mel e Ferro, de José Manoel Guimarães de Oliveira;

• Vaga Mundos, de Eudes Oliveira de Alencar;

• Estágio Supervisionado em Farmácia Hospitalar, de Diana Mendes Costa;

• A menina Levada e a Serpente Encantada, de Wilson Marques de Oliveira;

• Sêpsis, de Geraldo Iesen;

• O Morubixaba: na Rota dos Navios Negreiros, de Sérgio Martins Marques;

• Série Memória de Velhos: Depoimentos, Volumes I, II, III, IV, V e VI, da Comissão Maranhense de Folclore/ CMF;

• Olhar, Memória e Reflexões, Sobre a Gente do Maranhão, de Izaurina Maria de Azevedo Nunes/CMF;

• Tambor de Crioula Ritual e Espetáculo – (Sérgio Figueiredo Ferretti), Roldão Lima, José Valdelino Cécio, Joila Moraes e Joaquim Santos/CMF;

• Anais do 10º Congresso Brasileiro de Folclore/CMF;

• Boletins da CMF nºs 37 e 38/ CMF;

• Pajelança do Maranhão no século XX: processo de Amélia Rosa, de Mundicarmo M.R.Ferretti;

• Desceu na Guma: o caboclo do tambor de mina em um terreiro de São Luís, de Mundicarmo M.R.Ferretti, EDUFMA;

• Reeducando o olhar: estudos sobre feiras e mercados, de Sérgio Figueiredo Ferretti;

• Jornalismo Cultural: Da memória ao conhecimento, coletânea, do Instituto de Comunicação e Cultura Chamamaré e Núcleo de Estudos da Comunicação;

• A festa junina em Campina Grande, de Severino Alves de Lucena;

• FOLCOM - do Ex-Voto à Indústria dos Milagres: a Comunicação dos Pagadores de Promessa, coletânea, de José Marques de Melo, Maria Cristina Gobbi e Jackeline Lima Dourado;

• De um buraco ao outro. Do mangue ao cosmo, de Flávia Mochel;

• Temporal, de Marcelo Chalvinsk;

• Uma cidade no tempo, de Ivan Sarney;

• Oração, salmos e poesia, de Michel Herbert Alves Florêncio;

• Depois que o sol se põe e Quando eu era pequeno, de Wilson Pires Ferro;

• Memórias do Teatro Maranhense, de Aldo Leite;

• Os Portais da Noite, de José Maria Nascimento;

• Carimã, de José Ribamar Reis;

• O Baile das lavandeiras, de Júlia Emília Ferreira;

• Doramar, de Bento Moreira Lima;

• Acerto de contas, de Antonio Rezende e

• Caminhos de São Luís, de Carlos de Lima.

No livro de poemas intitulado Temporal, Marcello Chalvinski, 42, poeta e publicitário, lança olhares agudos sobre a complexidade das emoções humanas. Os poemas tramados, segundo ele, “à luz de Deus e da filosofia de que se vale a mecânica quântica”, revelam uma sobreposição de significados e, indo além, sobrepõem-se também a outros poemas, juntando no mesmo espaço-tempo, com a força da probabilística, materialismo e espiritualismo; pragmatismo e paixão; ondas e partículas.

Preferindo “a dor à morte e o inferno ao nada”, Marcello busca uma poesia capaz de evocar emoções a quantos tenham ousadia ou paciência de lê-la, em suas vertiginosas algaravias.

Visões insólitas, melodias quase inaudíveis ocultas entre os sons da chuva, o desejo do atemporal e a brevidade passional compõem a força avassaladora dessa torrente poética que se convulsiona nas ravinas do tempo, buscando seu rumo entre a tradição e a modernidade. Como diz o autor, mudando o paradigma drummondiano “No meio da pedra tinha um caminho”. Esse é o caminho do Temporal.

Marcello Chalvinski é de Curitiba – PR, nascido em 1965. Em meados da década de 80 do século passado, veio para São Luís, integrando-se mais tarde ao grupo da Akademia dos Párias. Lançou os livros de poesia Anjo na Fauna e outros Poemas (2000) e Temporal (2005), pela editora Brancaleone. Publicará seu terceiro trabalho nesse gênero no final deste ano, livro que possui o título provisório de Don Juan no Jardim das Maravilhas. Mora em São Luís.

Vagamundos

Vagamundos constitui-se de vinte e seis contos que descrevem personagens que ali se tornam personalidades quando transportados para o primeiro plano do palco, mas eles mesmos não passaram de banais e suas vidas são mais trágicas do que edificantes. As coisas, digo, aquilo que não é gente, são tornados personagens quando habitados, quando percebidos pela visão do autor em sua primeira infância que é do que se constitui a sua fala.

A descrição dos habitantes do livro, paralelamente, retrata os hábitos, a cultura, as festas, a religiosidade e a política de uma cidade que aparece, como que entre brumas, vinda de um passado que parece muito distante. Isto que acontece à medida que as histórias vão sendo contadas.

As emoções vão permeando as histórias ou pelo menos a tentativa de descrevê-las e contagiando, provavelmente, aos leitores que de algum modo irão se envolver, tocados na lembrança sua de mundos passados e que constituem a sua história pessoal.

Vagamundos conta histórias, e o faz como quem resgata pessoas de naufrágios do esquecimento, eles que não eram lembrados senão por alguma asneira que fizessem, pela sua maneira estranha de ser, por seus desatinos e isso, percebe-se, vale até pelo riso de um momento, mas não para lembrar como tesouros guardados.

Por fim, podemos ver Vagamundos como aqueles retratos antigos que se colocam na parede de casas velhas e que um só se dá conta deles se não mora lá. E se admira de como eram as coisas, as pessoas, a vida cotidiana de gente que nunca se viu, mas que de algum modo, estranhamente, estão ligadas a nós.

Fortes Laços

O Professor e economista Antônio Augusto Ribeiro Brandão, atual Superintendente de Planejamento Governamental da Seplan, lançou, no dia 19 de outubro, o livro Fortes Laços, ao lado de outros nomes da literatura maranhense, durante a I Feira do Livro de São Luís, na Praça Maria Aragão.

Fortes Laços é sua primeira obra literária e reúne textos publicados nos jornais de Caxias e de São Luís. Foi concebida com o propósito de registrar as crônicas e artigos do autor para vencer a efemeridade das publicações nos jornais. É composta de 100 textos, entre crônicas e artigos sobre histórias do passado e análises da economia do Brasil e do mundo. O livro ficou à venda durante todo o evento, na Praça Maria Aragão.
Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante
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