Data de Publicação: 1 de julho de 2006

A Revista Après-Moi le déluge, trabalho editado pelo Jornal Pequeno, em maio de 2000, foi idealizado e coordenado por Alberico Carneiro e Josilda Bogéa Anchieta, com tiragem dirigida aos assinantes do Jornal Pequeno.
A revista foi editada para lembrar e celebrar o 14 de Julho e o 4 de Agosto de 1789, datas respectivas da queda e destruição da Bastilha e da Homologação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, neste ano 2000, último do II Milênio da Era Cristã.
Os textos editados na Revista reafirmam o espírito combativo do Jornal Pequeno aclamado como trincheira e tribuna das aspirações populares, sem dúvida uma extensão ideológica da experiência do saudoso jornalista Ribamar Bogéa, o Zé Pequeno, cuja ideologia se pautou pela defesa dos menos favorecidos.
211 anos após a Revolução Francesa, ocorrida em Paris, na França; e da Inconfidência Mineira, ocorrida em Vila Rica, Minas Gerais, Brasil, bem como 162 anos após a Balaiada, no Maranhão, em 1838, o Jornal Pequeno presta uma homenagem póstuma aos espíritos livres que, com abnegação, coragem, desassombro e heroísmo, lutaram, foram perseguidos, presos e torturados e, não raro, mortos, por defenderem os sagrados e universais direitos do homem e do cidadão. Demonstra-se, então, que o preço das lutas e conquistas populares tem como conseqüência, também, o sacrifício de inúmeras pessoas das massas populares.
As conquistas e avanço do processo de amadurecimento e consolidação das Instituições Democráticas, tesouros das mais caras aspirações populares, infelizmente só se conseguem com luta e derramamento de sangue.
A história comprova, no entanto, que há uma contrapartida para esse holocausto, prisões, execuções e exílios de reis, rainhas e ministros, bem como administradores corruptos, depravados, cruéis e sanguinários.
A Revolução Francesa e a Inconfidência Mineira se impuseram como bases das Cartas Magnas da França e do Brasil.
Por falta de leitura dos acontecimentos históricos, os textos da Revista demonstram que persiste o ranço da herança monárquica da imunidade e impunidade diante da falta de decoro e de improbidade administrativa, frutos dos governos de exceção.
Autoridades amaciadas pelos resquícios das oligarquias e do nepotismo persistem em reeditar, ainda hoje, as mesmas manobras, mordomias e tráficos de influências que levaram o Povo a fazer festa e farra na morte de Luís XV e que levaram Luís XVI ao patíbulo e à guilhotina.
Mostra-se, assim, que os governos de exceção, cujas bases são o abuso de poder e intransigência, acabam em tragédia.
O texto da Revista, A Revolução Francesa no Panorama Mundial, recebe a assinatura do professor Raimundo Teixeira de Araújo; A Balaiada: Considerações Preliminares – A Luta tem assinatura do saudoso professor e escritor Mário Meireles; e o texto sobre A Inconfidência Mineira é assinado por Alberico Carneiro.
A Revista Après-Moi le déluge estará disponibilizada, no site do Jornal Pequeno, no dia 01 de julho de 2006.
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