Página da Juventude

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto
31 de maio de 2006

A partir da década de 60, um grupo de jovens faz o lançamento, no Jornal Pequeno, da Página da Juventude, que circulava aos domingos, espaço que estava sempre a serviço dos jovens, que nele editavam poemas, crônicas, estudos religiosos, crítica social e política, além de concursos literários. Sob a coordenação de Carlos Nina, João Alexandre Júnior e Aldir Dantas, a Página contou ainda com grandes colaboradores, dentre eles: Joaquim Faray, Lino Moreira, Sandra Martins, Violeta Rebouças Nobre, José Ribamar, Manuel Farias, Viriato Gaspar, Carlos Alberto Nina, Bernardete B. de Araújo, Sandra Symone Santos Félix.

O slogan da Página da Juventude era, O eco dos brados dos jovens que falam de amor e lutam pelo renascimento cultural de um povo.

Uma das maiores atrações da Página era o Concurso de Poesia JP. A título de exemplo, no Ano II, nº 50, de 16/04/1967, foi lançado o regulamento do II Concurso de Poesia JP. Ressalte-se que no I Concurso de Poesia da Página da Juventude, realizado em junho de 1966, cinco poesias receberam prêmios de merecimento, ofertados pela Galeria dos Livros, pela Academia Maranhense dos Novos, pelo professor Kalil Mohana e pelo Jornal Pequeno. Seus vencedores foram: Lucidéia Gomes de Oliveira, Duvanir Aguiar, Edmilson Gonçalves (2 poesias) e Carlos Nina.

Recordemos alguns textos publicados na Página da Juventude:

Nascer do Dia

(Violeta Rebouças Nobre)

Uma orgia de luz irrompe lá distante,

Ondas de cores arqueiam-se no ar

Invadindo de súbito o Levante,

Que de repente começa a fulgurar.

Lá no regaço morno do horizonte

Envolta em gases tênues, vaporosas,

Espreguiça-se a manhã por sobre a fonte,

Sorrindo entre os matizes para as rosas.

Agora tudo é luz, é vida, é alegria

E apressada a Noite vai fugindo

Por entre as sombras da esguia penedia,

E num gesto de fidalga cortesia,

Acompanhando a manhã que vem

[surgindo,

Raia garboso o sol anunciando o dia!

(Jornal Pequeno, Ano XVI, 26/03/1967, nº 5.626,p.03)

Arco-Íris

(Violeta Rebouças Nobre)

O azul do céu é côncava turquesa!

Onde fulgura um brilho diamantino

Ostentando a sorrir quase divino,

Um Arco-Íris de esplêndida beleza

Sete cores se encurvam majestosas,

Pinceladas com arte pelos céus

Tão brilhantes e nítidas, formosas,

Um bendito sinal da mão de Deus.

Tal como no azul do céu, brilhante e lindo,

Após o temporal, raia sorrindo

O sublime sinal em arco da bonança.

Em nossas almas também surge por vezes

Dos tormentos passados os revezes,

O Arco-Íris dourado da esperança

(Jornal Pequeno, Ano XVI, 11/06/1967, nº 5713, p.05)

Links Patrocinados