Data de Publicação: 7 de dezembro de 2005
POR MANOEL SANTOS NETO
Será realizado hoje, às 19h30, na Casa do Maranhão, na Praia Grande, o lançamento do Anuário III do Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante, que reúne todas as edições publicadas de março de 2004 a março de 2005 no mais consistente suplemento cultural do Estado. Também hoje à noite, na mesma festa, serão apresentados os novos sites do Jornal Pequeno e Guesa Errante.
Trata-se de uma publicação que sintetiza os esforços de um ano inteiro de trabalho voltado para a memória da produção artística maranhense, bem como para tornar esta produção acessível à população por meio de instituições como bibliotecas, academias e universidades. Publicado quinzenalmente pelo JP, este caderno literário, idealizado pelo professor e escritor Alberico Carneiro e encampado pela direção do matutitno, teve seu primeiro número encartado no jornal em 1º de março de 2002.
Único caderno cultural e literário publicado hoje em São Luís, o Guesa criou, nesses mais de três anos de vida, uma reputação invejável, tendo grande receptividade entre os leitores do JP e nas escolas e universidades, onde é utilizado como material didático pelos professores. Para a coordenadora do suplemento, Josilda Bogéa Anchieta, o sucesso do Guesa tem um significado todo especial, uma vez que o Jornal Pequeno tem uma tradição de dar espaço a propostas editoriais ligadas à cultura, e em especial à literatura. "Ainda menina, eu fazia no JP a 'Página da Criança', de literatura infantil", frisou ela.
Josilda relembra os vários projetos culturais já abrigados nas páginas do JP: "Página da Juventude" (nos anos 60 e 70), editada pelo poeta João Alexandre Júnior e pelo jornalista e escritor Carlos Nina; as colunas literárias "Estante Maranhense" e "Nossa Cultura Popular" (anos 80), feitas pela professora Dinacy Corrêa; o suplemento "Sacada Cultural" (anos 90), coordenado por Carlos Nina e pelo poeta e jornalista Cunha Santos; e o caderno cultural "Acontecências" (1998/1999), editado pela jornalista Lívia Abreu.
Mais espaço para os novos - O editor do Guesa Errante, professor Alberico Carneiro, salientou que neste ano de 2005 o suplemento entrou numa nova fase, passando a dar mais espaço aos novos nomes das letras maranhenses. "O momento da nossa literatura é bastante fértil, com a confirmação de alguns talentos, como o Nauro Machado e o José Chagas, e a boa surpresa dos escritores novos, como Reuben da Cunha, Marília Oliveira, Antonio Aílton e Ricardo Netto, entre outros".
Para Alberico, o principal problema enfrentado pelos escritores do Estado ainda é a distribuição e a divulgação das obras. "Continuamos sendo um Estado com escritores que, apesar de publicados, continuam sendo inéditos, uma vez que as publicações têm pouca tiragem e não chegam até o leitor". O professor vê na existência do Guesa Errante um canal importante para esses escritores bons e desconhecidos, que agora têm no caderno uma "vitrine" destacada. É o Guesa cumprindo seu papel de resgatar a maior tradição cultural maranhense, que é a literária.
Por conta do trabalho da equipe para o lançamento do Anuário, o suplemento JP Guesa Errante não pôde ser publicado ontem, mas estará de volta na próxima semana.
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