Anuário #01 - São Luís, 2003
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Trilha do Guesa
Lourdes Van-Dúnem, a Voz da Paz
Manuel Rui Alves
Cochat Osório
Angola: dos porões dos navios negreiros a uma literatura de resistência e transcendência (II)

Edição 42

Trilha do Guesa

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Data de Publicação: 2 de dezembro de 2005
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 São João da Cruz
 Guesa Errante, especial sobre Angola
 Nasceu Odylo Costa, filho (1914)

Odylo Costa, filho, jornalista, cronista, novelista e poeta, nasceu em São Luís, MA, em 14 de dezembro de 1914, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 19 de agosto de 1979. Imortal, eleito em 1969 para a Cadeira n. 15, na Academia Brasileira de Letras.

Transferiu-se ainda criança do Maranhão para o Piauí, onde fez estudos primários e secundários em Teresina. Desenvolveu uma dupla afetividade entre as duas cidades, e estendida a Campo Maior, no Piauí, onde nasceu sua mulher, D. Maria de Nazareth Pereira da Silva Costa, com quem se casou em 1942, sob a bênção de três poetas: Manuel Bandeira, Ribeiro Couto e Carlos Drummond de Andrade, padrinhos do casamento.

Aos 16 anos, em companhia dos pais, fixou-se no Rio de Janeiro, bacharelando-se em Direito, pela Universidade do Brasil, em dezembro de 1933. Desde os 15 anos, porém, já se revelava no jovem maranhense a vocação de jornalista. Em 1931, Odylo entrou para a redação do Jornal do Commercio, onde permaneceu até 1943.

Em 1936, em colaboração com Henrique Carstens, publica o Livro de poemas de 1935, seguido, nove anos mais tarde, do volume intitulado Distrito da Confusão, coletânea de artigos de jornal em que, nas possíveis entrelinhas, fazia a crítica do regime ditatorial instaurado no país, em 1937.

Odylo Costa, filho trabalhou no Diário de Notícias, Jornal do Brasil, Tribuna da Imprensa, diretor de redação de O Cruzeiro. Em 1952 e 1953, exerceu a crítica literária no Diário de Notícias, onde também criou e manteve a seção “Encontro Matinal”, juntamente com Eneida e Heráclio Salles. Na vida pública, Odylo Costa, filho, foi Secretário de Imprensa do Presidente Café Filho, diretor da Rádio Nacional e Superintendente das Empresas Incorporadas ao Patrimônio da União.

A poesia também foi constante presença em sua vida. Aos 50 anos, publicou a novela A faca e o rio. Profundamente ligado ao Maranhão (foi eleito para suplente, no Senado Federal, de José Sarney), escreveu a introdução aos desenhos da pintora Renée Levèfre no belo livro: Maranhão: S. Luís e Alcântara (1971).
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