Data de Publicação: 1 de dezembro de 2005
Sem dúvida nenhuma, O Invasor é o me-lhor filme do cineasta Beto Brant. De-pois de dois filmes cor-retos, Ação entre Amigos e Os Matadores, Brant teve a coragem e a ousadia de fazer com que O Invasor fosse um filme com narrativa voltada totalmente para a realidade, com personagens perversos e imorais. Realizou com isso um filme poderoso, contundente e necessário, sendo já um dos melhores lançamentos do ano, nos cinemas.
O titã Paulo Miklos faz uma bem-sucedida estréia como ator, vivendo o protagonista Anísio, um matador de aluguel da periferia de São Paulo, que é contratado por dois sócios de uma construtora, Ivan (Marco Ricca) e Gilberto (Alexandre Borges), para matar um terceiro sócio. A partir daí, o filme tem reviravoltas surpreendentes, que fazem o expectador se envolver, como nunca, em um filme policial brasileiro. E é interessante notar que a cultura cinematográfica nacional nunca teve um forte pelo gênero policial.
O filme é bem sucedido, principalmente por conta do roteiro de Marçal Aquino, escritor jovem que demonstra segurança como poucos ao retratar a corrupção no Brasil. Espelhando o momento atual com precisão desconcertante, o filme é um retrato amargo de um Brasil jovem, composto por pessoas corruptas e sujas. O Invasor é tenso, tem boa trilha sonora rap e é ainda aparentemente despojado, com uma fotografia estourada, possuindo imagens sujas e de maneira singular, lança um olhar irônico sobre esse estranhamento das classes no Brasil.
Contando ainda com um elenco coadjuvante importante com grandes atuações de Malu Mader e Mariana Ximenes.
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