Data de Publicação: 30 de novembro de 2005

Cidade de Deus é um filme de Fernando Meirelles, baseado no romance Cidade de Deus, de Paulo Lins. Retrata o crescimento do crime organizado neste bairro, no subúrbio do Rio de Janeiro, entre os anos 60 e o início dos anos 80. A estória é baseada em fatos reais.
Para compor o elenco de aproximadamente 110 garotos, o diretor Fernando Meirelles e a co-diretora Katia Lund criaram uma oficina de interpretação e trabalharam com atores não profissionais de diversas comunidades do Rio, durante 8 meses, antes do início das filmagens.
O elenco vive no filme uma realidade que lhes é muito próxima, fazendo com que a verdade de sua atuação, por vezes, nos remeta a um documentário. Essa verdade é o que o filme traz de mais revelador.

As filmagens foram realizadas em nove semanas, entre os meses de junho e agosto de 2001. A produção teve um custo de US$ 3.300.000,00, financiada 85% pela produtora O2 Filmes e, o restante, através da lei do audiovisual.
Cidade de Deus já está com os direitos internacionais de distribuição inteiramente vendidos. Sua estréia foi na Seleção Oficial do Festival de Cannes, em 2002, e lançado, no Brasil, no mês de agosto.
Cidade de Deus - Em um dos locais mais violentos do Rio de Janeiro, um jovem pobre e negro consegue escapar do mundo do crime, tornando-se fotógrafo profissional. Dirigido por Fernando Meirelles (Domésticas) e com Matheus Nachtergaele no elenco.
Sinopse - Buscapé (Alexandre Rodrigues) é um jovem pobre, negro e muito sensível, que cresce em um universo de muita violência: Cidade de Deus. Amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, acaba sendo salvo de trágico destino por causa de seu talento como fotógrafo, lhe permite seguir carreira na profissão. É através do olhar atrás da câmera que ele analisa o dia-a-dia da favela onde vive, onde a violência aparenta ser infinita.
CRÍTICAWalter SallesA realidade brasileira tem ultrapassado a maioria das tentativas de retratá-la na ficção. A aceleração da decomposição social trouxe consigo a banalização da violência .
Poucos livros captaram tão bem esse estado de coisas (o apartheid brasileiro e a marginalização nas favelas), quanto Cidade de Deus, de Paulo Lins. Escrito por um filho da favela, a obra nos revela, pela primeira vez, como esse processo de marginalização crescente acabou desaguando no tráfico de drogas e na luta pelo poder nos morros.

O filme de Fernando Meirelles, é uma transposição extraordinariamente potente do livro de Paulo Lins. Impactante, moderno e visceral, o filme é atuado, quase exclusivamente, por jovens que vêm das favelas do Rio de Janeiro.
Meirelles e a co-diretora Katia Lund trabalharam com esses jovens durante mais de seis meses, num processo de laboratório apenas comparável ao realizado por Hector Babenco, em Pixote.
Orquestrado por um diretor com profundos conhecimentos da gramática cinematográfica, Cidade de Deus renova o cinema brasileiro, e oferece aos espectadores a possibilidade de entender um pouco melhor as raízes do caos social que caracteriza o nosso país hoje.
“Cidade de Deus” supera 1,1 mi de espectadoresO filme Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, chegou, anteontem, a 1.137.076 espectadores. Segundo cálculos de Bruno Wainer, diretor da distribuidora Lumière, Cidade de Deus deve ultrapassar a marca de A Partilha, de Daniel Filho, produção brasileira com maior número de espectadores em 2001, que chegou a 1,41 milhão de espectadores. Cidade de Deus ganhou o prêmio de melhor diretor no Festival de Marrakech (Marrocos) e participa agora do Festival de Cinema de San Sebastian (Espanha).
Atores vêm dos morros e passaram por oficina de atuaçãoPara fazer Cidade de Deus, mais de 60 atores principais, 150 secundários e 2.600 figurantes (a maior parte de crianças e adolescentes) foram recrutados pelos realizadores do filme. A idéia, desde o início, era ter no elenco atores não-profissionais, que foram escolhidos nas comunidades cariocas. Para isso, Guti Fraga, diretor do grupo Nós do Morro, da favela do Vidigal (zona sul do Rio), foi chamado pela produção. Seu grupo tem mais de 300 alunos que trabalham com teatro, literatura, cinema, música, dança e interpretação.
Foram feitas várias seleções, oficinas de atuação e preparação na Fundição Progresso, antigo símbolo da boemia, no bairro da Lapa. Participaram pessoas da Rocinha, do Cantagalo, do Chapéu da Mangueira, do Dona Marta, do Vidigal e da própria Cidade de Deus.
Segundo a produção, foram mais de 40 dias para fazer 2.000 entrevistas gravadas e, delas, 400 selecionadas. Os finalistas participaram de uma oficina, batizada Nós do Cinema, em homenagem ao Nós do Morro.
Os meninos e meninas selecionados foram divididos em oito turmas, de acordo com a idade e a disponibilidade de horários.
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