Anuário #02 - São Luís, 2004
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Canto dos Pregoeiros maranhenses ecoa no Rio de Janeiro
Torvelinho
Freaks em holofotes
Reuben da Cunha
Marília Oliveira
André Grolli
GRIPE: A poesia pede passagem aos abacaxis do TRânSiTo da Linguagem (II)
Filme é tragédia para olhares humanos

Edição 73

Reuben da Cunha

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Data de Publicação: 29 de novembro de 2005
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posso ouvir o rock, samba enredo
a canção
de todos os curta-metragem q
acontecem agora aqui
na bilheteria do mundo

sinto o ritmo da queda impraticada
do improviso comovido da palavra do bramido
corte falso
falso chão)

forca da censura e seu retardo
de cinemamudolegendado –
eu – antagonista de verbete

pedra de tropeçar do olhar anêmico

mármore
pedra-sabão

Reuben da Cunha, Gripe, n.0, p. 5

Jazz

(por causa de Blue Velvet-Pat Martino/Willis Jackson)

entre, pode entrar.
neste observatório sem portas há janela
e vista.
despir nuvens – enxergar
todo o susto atonal
malabarista
q trazes quando acendes Houston Person c/ teu sopro
febril
antes q silêncios prováveis
afoguem o bacanga

Reuben da Cunha, Gripe, n.2, p. 3
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