Data de Publicação: 29 de novembro de 2005
Retornar a um tema como As Habitações do Minotauro, de Antonio Aílton, nunca é demais, não porque se queira dar atenção especial a um poeta, senão porque ele cria uma escrita diferente que causa estranheza e uma certa expectativa no leitor sobre o que sejam os textos em termos de linguagem.
O novo ou a novidade sempre exige e exigirá do leitor e do crítico uma certa cautela, pois é preciso estar atento para o que o autor pretende apresentar como um desafio.
Quando a Bíblia Sagrada determina que Salomé dançou para o rei Herodes, esta sentença não nos passa a mesma idéia que Oscar Wilde nos apresenta na peça Salomé, pois, segundo ele, Salomé dançou para o rei Herodes, mas não para agradar o rei Herodes, senão para agradar a João Batista.
Lendo Antonio Aílton, não é difícil constatar que ele está na mesma via de leitura que Oscar Wilde utilizou para escrever Salomé.
Sob o título Cristóvão Colombo da Silva (II), o poeta e compositor Cesar Teixeira conta um pouco da vida boêmia de São Luís, tendo como parâmetro o compositor que era carinhosamente chamado de Alô, Brasil!, personagem central de uma turma histórica que inclui Agostinho Reis, já falecido; Antonio Vieira, Lopes Bogéa e o próprio Cristóvão, de saudosa memória.
Na Galeria de Anônimos Ilustres, a escritora e professora Dinacy Corrêa apresenta Remanescente da nossa já extinta ZBM, carinhosamente considerada a eterna musa Irene. Trata-se de Alaíde Marques Rodrigues, 66 anos, memória viva dos áureos anos dourados 50, 60, 70, da vida noturna nas grandes boates de São Luís, numa área que circunscrevia a Rua da Palma, destaque para a Boate Monte Carlos; Rua 28 de Julho, Madame Zilda e outras boates de época, como Crás e Bela Vista.
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